Aquele dia. Acordei cedo. Fui a aula. Matemática. X e Y. Dor de cabeça. Cólica. Vontade de ter nascido homem. Em casa. A tarde. Minha mãe. Pós-operatório. A crise. O nada. A inconsciência. O vazio. O despertar. Tentei levantar. Caí. Dor. A enfermeira. "Quero minha mãe". Minha mãe. O médico. Os exames. O diagnóstico. Lembrança da tia. O desmaio. O despertar. A asfixia. A morte. O tratamento. As noites mal dormidas. O remédio que dava sono. O remédio que dava alergia. O remédio que dava segurança. Nada de mal aconteceria. E a tia? Ela também tomava remédio. Medo. Vontade de dormir e não acordar mais. Vontade de acabar com tudo. Quatro comprimidos. Não foi o suficiente. Seis. Também não. Efeitos desconcertantes. Covardia. Mais que seis? Não. Não tinha coragem. Depressão. Desapego. Desinteresse. Pílulas de felicidade. Olhos verdes. A perda daquele que ainda vive. O brilho dos olhos verdes havia desaparecido. Lágrimas. Uma nova forma de ver a vida. Menos emoção. Mais razão. Uma semana. Uma festa. Um sorriso. A distância. A perda. A dor. Três anos. Nenhuma crise. Palavras insanas. Palavras inúteis. Pensamentos desconexos. Egoísmo. Raiva. Tristeza. Um olhar que esconde mil segredos. Ou não. Mau humor. Bom humor. Brincadeiras. Risos. Bobagens. Seriedade. Não. Não vou rir. Gosto muito de você.
"Me leve às estrelas sem pensar que amanhã tudo pode mudar."
(Me leve às estrelas - Dance of days)
quarta-feira, junho 09, 2004
segunda-feira, junho 07, 2004
Conceito
"Os que buscam, um dia hão de encontrar..."
Crueldade: qualidade do que é cruel;
Cruel: que gosta de fazer mal, tirano, severo, sanguinário, insensível.
Espero ter ajudado.
Volte sempre.
Posted by tarci at 03:52 PM | Comments (3)
Crueldade: qualidade do que é cruel;
Cruel: que gosta de fazer mal, tirano, severo, sanguinário, insensível.
Espero ter ajudado.
Volte sempre.
Posted by tarci at 03:52 PM | Comments (3)
MUNDO DAS IDÉIAS
Eu adoro dormir e filosofar!
E adoro pessoas inteligentes! E adoro mais pessoas inteligentes! =)
E adoro pessoas inteligentes! E adoro mais pessoas inteligentes! =)
APESAR DE VOCÊ
Egoísmo é um dos defeitos, ou virtude, que eu não possuo.
Mesmo assim, deixa eu esclarecer as coisas: minha tristeza é minha, e de mais ninguém.
Não estou pedindo para que a partilhem comigo e é muita pretensão daquele que se acha capaz de fazer isso, por mais que não queira.
Quero ser egoísta, por mim mesma.
Mesmo assim, deixa eu esclarecer as coisas: minha tristeza é minha, e de mais ninguém.
Não estou pedindo para que a partilhem comigo e é muita pretensão daquele que se acha capaz de fazer isso, por mais que não queira.
Quero ser egoísta, por mim mesma.
domingo, junho 06, 2004
O MEU AMOR
Eu te amo. Dito a todo instante. Banal.
Eu te amo. Hoje, sim. Amanhã, quem sabe?
É irracional.
Eu te amo. Palavras mágicas às avessas.
A visão do que poderia ter sido. A dor de ver somente o que é.
Por que não digo? Por que não escrevo um poema meloso, uma canção esdrúxula, ou um simples bilhete?
Por medo? Insegurança? Incerteza?
Talvez.
Esperei. Naquele dia, e em todos os outros, eu esperei.
Ainda espero. Que fique muito claro: ainda espero.
Devo fazer passar. Não sei se quero.
Com certo atraso e sem poemas, canções ou bilhetes: te amo.
A cada minuto, mais intensamente.
Não quero mais as dúvidas. Não quero mais o laconismo.
Não quero as interrogações. Tampouco as reticências.
Se me é destinada a saudade, que venha. Instale-se.
E divida o espaço com a tristeza, que esperta, acomodou-se antes que eu mesma tivesse consciência disso.
Se me é destinado o esquecimento, que eu esqueça tão logo possível.
Se me é destinada a esperança, que a espera me seja tão encantadora quanto aquele sorriso.
Mas, se não me engano, eu não acredito em destino.
E o que isso quer dizer?
Segredo.
Eu te amo. Hoje, sim. Amanhã, quem sabe?
É irracional.
Eu te amo. Palavras mágicas às avessas.
A visão do que poderia ter sido. A dor de ver somente o que é.
Por que não digo? Por que não escrevo um poema meloso, uma canção esdrúxula, ou um simples bilhete?
Por medo? Insegurança? Incerteza?
Talvez.
Esperei. Naquele dia, e em todos os outros, eu esperei.
Ainda espero. Que fique muito claro: ainda espero.
Devo fazer passar. Não sei se quero.
Com certo atraso e sem poemas, canções ou bilhetes: te amo.
A cada minuto, mais intensamente.
Não quero mais as dúvidas. Não quero mais o laconismo.
Não quero as interrogações. Tampouco as reticências.
Se me é destinada a saudade, que venha. Instale-se.
E divida o espaço com a tristeza, que esperta, acomodou-se antes que eu mesma tivesse consciência disso.
Se me é destinado o esquecimento, que eu esqueça tão logo possível.
Se me é destinada a esperança, que a espera me seja tão encantadora quanto aquele sorriso.
Mas, se não me engano, eu não acredito em destino.
E o que isso quer dizer?
Segredo.
sábado, junho 05, 2004
DEIXA DISSO
É hoje!!!
Hoje, Felipe Augusto Luís Nonato Guilhermo Michel Rogério Marcelo Junqueira Souza Telles de Almeida Gutiérrez Pereira Santos Oliveira da Silva Dylon, estará marcando presença no Big Bowling, a ÚNICA e melhor casa de shows da cidade.
Sem dúvida, é o MAIOR nome do pop brasileiro!!!
Pré-adolescentes, de 0 a 80 anos, já fazem fila na porta do lugar.
O início do show está previsto para 20h.
O repertório conta com as já consagradas: Ursinho Pimpão (que o jovem compôs para Nestor, o ursinho que o acompanha desde sua infância), Barato bom é da Barata (canção visivelmente contrária ao uso de drogas), Superfantástico (homenagem ao programa global exibido dominicalmente), Doce Mel (composta após uma aula de Língua Portuguesa sobre redundância), e o hit Florentina (que o astro define como sua obra-prima-irmã).
Depois de um evento de tal grandiosidade, a Breithauptolândia, e seus felizes e pacatos moradores, jamais serão os mesmos!
\o/
UPDATE: Quem foi, perdeu.
Hoje, Felipe Augusto Luís Nonato Guilhermo Michel Rogério Marcelo Junqueira Souza Telles de Almeida Gutiérrez Pereira Santos Oliveira da Silva Dylon, estará marcando presença no Big Bowling, a ÚNICA e melhor casa de shows da cidade.
Sem dúvida, é o MAIOR nome do pop brasileiro!!!
Pré-adolescentes, de 0 a 80 anos, já fazem fila na porta do lugar.
O início do show está previsto para 20h.
O repertório conta com as já consagradas: Ursinho Pimpão (que o jovem compôs para Nestor, o ursinho que o acompanha desde sua infância), Barato bom é da Barata (canção visivelmente contrária ao uso de drogas), Superfantástico (homenagem ao programa global exibido dominicalmente), Doce Mel (composta após uma aula de Língua Portuguesa sobre redundância), e o hit Florentina (que o astro define como sua obra-prima-irmã).
Depois de um evento de tal grandiosidade, a Breithauptolândia, e seus felizes e pacatos moradores, jamais serão os mesmos!
\o/
UPDATE: Quem foi, perdeu.
quarta-feira, junho 02, 2004
As coisas que eu não entendo
Nesta noite, fria e chuvosa, a insônia resolveu dividir a cama comigo.
E, ora pois, não contente com o calor das cobertas, resolveu apossar-se do calor de meu corpo, deixando-me sozinha com minhas lembranças.
Nesta noite, fria e chuvosa, lembro-me perfeitamente de tantas outras noites, de tantos outros sonhos, de tantas decepções.
Em noites como esta declarei, inúmeras vezes, o meu amor.
Nesta noite, fria e chuvosa, revivo cada minuto de uma outra noite que, mesmo recente, parece-me remota e surreal.
Cada gesto. Cada palavra. Cada sorriso.
Nesta noite, a lembrança daquela noite resolveu driblar todo o meu ceticismo.
Nesta noite, tenho a certeza de que a imaginação, aliada à ação e ao desejo sincero, pode fazer o universo inteiro mudar em nome daquilo que se quer.
Talvez eu esteja enganada. Doce engano.
Talvez isso seja um sonho. Cruel será o despertar.
Talvez essas sejam as últimas palavras que escrevo. Talvez ainda exista muito mais a se dizer.
Talvez seja melhor assim. Talvez não.
Nesta noite, fria e chuvosa, o vermelho parece querer sobressair-se ao cinza.
Mas tudo bem.
Nada que uma boa noite de sono e uma dose de vida não resolvam.
E, ora pois, não contente com o calor das cobertas, resolveu apossar-se do calor de meu corpo, deixando-me sozinha com minhas lembranças.
Nesta noite, fria e chuvosa, lembro-me perfeitamente de tantas outras noites, de tantos outros sonhos, de tantas decepções.
Em noites como esta declarei, inúmeras vezes, o meu amor.
Nesta noite, fria e chuvosa, revivo cada minuto de uma outra noite que, mesmo recente, parece-me remota e surreal.
Cada gesto. Cada palavra. Cada sorriso.
Nesta noite, a lembrança daquela noite resolveu driblar todo o meu ceticismo.
Nesta noite, tenho a certeza de que a imaginação, aliada à ação e ao desejo sincero, pode fazer o universo inteiro mudar em nome daquilo que se quer.
Talvez eu esteja enganada. Doce engano.
Talvez isso seja um sonho. Cruel será o despertar.
Talvez essas sejam as últimas palavras que escrevo. Talvez ainda exista muito mais a se dizer.
Talvez seja melhor assim. Talvez não.
Nesta noite, fria e chuvosa, o vermelho parece querer sobressair-se ao cinza.
Mas tudo bem.
Nada que uma boa noite de sono e uma dose de vida não resolvam.
segunda-feira, maio 31, 2004
Onipresente
Seis é mais:
Pegue seu Winamp, Media Player ou o que quer que você use para tocar música no seu computador. Selecione a reprodução aleatória de TODAS as músicas da biblioteca.
1- Falling in Love - Aerosmith
2- Ainda é Cedo - Legião Urbana
3- Do jeito que a gente gosta - Tradição
4- Sometimes - Britney Spears
5- Cachorrada - Gabriel, o pensador
6- Primeiros Erros - Capital Inicial
(ai, que vergonha)
Antes tarde do que fura.
Pegue seu Winamp, Media Player ou o que quer que você use para tocar música no seu computador. Selecione a reprodução aleatória de TODAS as músicas da biblioteca.
1- Falling in Love - Aerosmith
2- Ainda é Cedo - Legião Urbana
3- Do jeito que a gente gosta - Tradição
4- Sometimes - Britney Spears
5- Cachorrada - Gabriel, o pensador
6- Primeiros Erros - Capital Inicial
(ai, que vergonha)
Antes tarde do que fura.
domingo, maio 30, 2004
POEMA Nº 20
(Pablo Neruda)
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros, ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a quis, e às vezes ela também me quis...
Em noites como esta eu a tive entre os meus braços.
A beijei tantas vezes debaixo deste céu infinito.
Ela me quis, às vezes eu também a queria.
Como não amar aqueles grandes olhos fixos?
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como o orvalho na relva.
Que importa que meu amor não pudesse guardá-la?
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo.
Ao longe alguém canta. Ao longe.
Minha alma não se contenta com tê-la perdido.
Como que para aproximá-la, meu olhar a procura.
Meu coração a procura, e ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquear as mesmas árvores.
Nós, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a quero, é verdade, mas quanto a quis.
Minha voz procurava o vento para tocar o seu ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos.
Já não a quero, é verdade, mas talvez a quero.
É tão curto o amor, e é tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta eu a tive entre os meus braços,
E minha alma não se contenta com tê-la perdido.
Ainda que esta seja a última dor que ela me causa,
e estes, os últimos versos que lhe escrevo.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros, ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu a quis, e às vezes ela também me quis...
Em noites como esta eu a tive entre os meus braços.
A beijei tantas vezes debaixo deste céu infinito.
Ela me quis, às vezes eu também a queria.
Como não amar aqueles grandes olhos fixos?
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi.
Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como o orvalho na relva.
Que importa que meu amor não pudesse guardá-la?
A noite está estrelada e ela não está comigo.
Isso é tudo.
Ao longe alguém canta. Ao longe.
Minha alma não se contenta com tê-la perdido.
Como que para aproximá-la, meu olhar a procura.
Meu coração a procura, e ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquear as mesmas árvores.
Nós, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a quero, é verdade, mas quanto a quis.
Minha voz procurava o vento para tocar o seu ouvido.
De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos.
Já não a quero, é verdade, mas talvez a quero.
É tão curto o amor, e é tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta eu a tive entre os meus braços,
E minha alma não se contenta com tê-la perdido.
Ainda que esta seja a última dor que ela me causa,
e estes, os últimos versos que lhe escrevo.
sábado, maio 29, 2004
sexta-feira, maio 28, 2004
Filosofando
Divagações, idéias, contestações, verdades universais e um pouco de insanidade.
Link novo aí do lado.
Por acaso, eu já havia dito que sou apaixonada por filosofia? Ah, se não disse, é isso mesmo: sou apaixonada por filosofia.
O Sleeper e o Alfinete estão mandando muito bem nesse projeto.
Parabéns, e sucesso.
Precisávamos de iniciativas do gênero.
Link novo aí do lado.
Por acaso, eu já havia dito que sou apaixonada por filosofia? Ah, se não disse, é isso mesmo: sou apaixonada por filosofia.
O Sleeper e o Alfinete estão mandando muito bem nesse projeto.
Parabéns, e sucesso.
Precisávamos de iniciativas do gênero.
SOBRE A LITERATICE MODERNA
"Os literatículos petulantes vivem em colônias: são como os bacilos que se cultivam nos laboratórios bacteriológicos, em tubos de vidro, a uma temperatura moderada e constante, num meio nutritivo próprio para a sua conservação: vivem muitíssimo bem; o seu tubinho é para eles o mundo.
Leêm entre si as poesiazinhas e laureiam-se reciprocamente com o título de poetas; vivem, prosperam, comem, engordam, divertem-se, reproduzem-se, multiplicam-se sem lançar jamais um olhar através do vidro que os abriga.
O ambiente exterior para eles não existe: no mundo de notável, só eles: e são tão infinitamente pequenos que quando um é menos infinitamente pequeno do que os outros, consideram-no um gigante e chamam-no de mestre.
Esses leucócitos da literatura tem existido em todos os tempos: há vinte anos escreviam novelas de aventuras; depois veio a moda das novelas filosóficas; difundiu-se em seguida a infecção da literatura vanguardista, com a abolição da cultura da ortografia e da sintaxe, hoje sentimos o cheiro do refluxo intestinal - o BLOG, uma espécie de diário de frustrações eletrônico."
Recebi do Sr.SchoppingHauer, pelo Orkut.
Concordei com cada palavra, infelizmente.
SchoppingHauer autorizou-me a postar aqui desde que os créditos fossem dados ao Renato Aragão e a Unicef.
Levei a sério, tá?
Leêm entre si as poesiazinhas e laureiam-se reciprocamente com o título de poetas; vivem, prosperam, comem, engordam, divertem-se, reproduzem-se, multiplicam-se sem lançar jamais um olhar através do vidro que os abriga.
O ambiente exterior para eles não existe: no mundo de notável, só eles: e são tão infinitamente pequenos que quando um é menos infinitamente pequeno do que os outros, consideram-no um gigante e chamam-no de mestre.
Esses leucócitos da literatura tem existido em todos os tempos: há vinte anos escreviam novelas de aventuras; depois veio a moda das novelas filosóficas; difundiu-se em seguida a infecção da literatura vanguardista, com a abolição da cultura da ortografia e da sintaxe, hoje sentimos o cheiro do refluxo intestinal - o BLOG, uma espécie de diário de frustrações eletrônico."
Recebi do Sr.SchoppingHauer, pelo Orkut.
Concordei com cada palavra, infelizmente.
SchoppingHauer autorizou-me a postar aqui desde que os créditos fossem dados ao Renato Aragão e a Unicef.
Levei a sério, tá?
quinta-feira, maio 27, 2004
Sala de Espera
Quando a gente pensa que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.
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