quarta-feira, setembro 06, 2006

Os segundos

A verdade
é bem mais forte
Vou deixar
que o destino mostre a
direção

[Vinicius e Dimitri Gutierrez]


Nem totalmente certa, tampouco de todo errada. Eu sei. Eu sou assim.
Beijão.


(ah, e três vivas pelo fim do voto secreto no congresso, meu povo! \o/)

sábado, setembro 02, 2006

In my life

There are places I remember all my life,
Though some have changed,
Some forever, not for better,
Some have gone and some remain.

All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall.
Some are dead and some are living.
In my life I've loved them all.

But of all these friends and lovers,
There is no one compares with you,
And these memories lose their meaning
When I think of love as something new.

Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before,
I know I'll often stop and think about them,
In my life I'll love you more.

Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before,
I know I'll often stop and think about them,
In my life I'll love you more.
In my life I'll love you more.

[Lennon e McCartney]

Asas e Azares

- Leminski, sim. Fala por mim e para mim.

- Compro tempo. Pago bem.

- Ultimamente ando sem saco para eternos lamúrios invariavelmente motivados pela covardia das pessoas.

- O anel que eu te dei era vidro e se quebrou.

- Fui a Itaipu na penúltima semana. Que lugar maravilhoso... A canseira da viagem vale a pena.

- Eu sempre volto.

- Um beijo e uma ótima semana.

domingo, julho 30, 2006

Valsinha

Um dia ela chegou tão diferente do que costumava chegar. Olhou-o nos olhos, não os desviou, nem fugiu. Convidou-o para dançar. E ele, meio sem graça, pisou em seu pé quando estavam a valsar. E ela, que não desistia facilmente, prometeu lhe ensinar. Devagar, um-dois-um, não há porquê se apressar.

Um dia ela chegou tão contente que ele quis saber o que acontecia. E ela, cheia de graça, logo lhe explicaria. "Eu vou dançar pelo mundo e quero saber: se eu te chamasse, você viria?" E ele, meio sem graça, disse que não poderia: "Mal sei um-dois-um. Não quero estragar sua alegria."

Um dia ela voltou e, ao descobrir o que acontecera, chorou. Bêbado e saudoso de sua amada, ele meteu-se a bailar com a mulher do atirador de facas do Circo Moscou. E o atirador de facas, que gabava-se de nunca ter errado, desta vez também não errou. Vinte e cinco anos em regime fechado, pelo seu acerto, foi o que pagou.

Oras, zombar do próprio destino é para quem não atina, pensou ela. Aproximou-se do céu, do sol e da luz ao olhar pela janela. E o que acontecera com a mulher do atirador de facas, aquela cadela? Fugiu com alguns ciganos até uma cidadela. Lá decidiu abrir uma quitanda e foi formando clientela. Diziam nunca ter visto quitandeira tão simpática e couve tão bela.

Um dia, achando essa vida injusta, ela já nem teve vontade de chegar. Esse vai-e-vem desmedido estava a lhe cansar. Decidiu que já era hora de deixar para lá. Um-dois-um, voltou a dançar. Cada ponto aumenta um conto e é difícil terminar. Sem um final, triste ou feliz, preferiu continuar. Só saber um-dois-um não é defeito e não deve vergonha causar. Vergonha ela tinha de toda a gente que leva a vida desse jeito meio sem graça, sem nada arriscar. Aplausos para a bailarina, aplausos. Nunca é tarde para recomeçar.

sexta-feira, julho 28, 2006

Boas-vindas

- Eu olho para os outdoors e me pergunto: "Por que raios um pai gostaria de ganhar uma furadeira?" Mistérios da meia-noite.

- Ok, eu tô doente mesmo. Chuif. Cof cof.

- Dança da chuva aí, meu povo. Que a situação tá feia.

- Não se anule.

- "Essa coisa de férias non ecxiste!" Padre Quevedo.

- Alguém me leva pra ver Piratas do Caribe? Disseram que é legal.

- Oh Baby, me leva... Hehehe

- Beijinhos e um ótimo findi. ;)

quinta-feira, julho 27, 2006

Love Generation


Pra quem inda não viu. ;)

sábado, julho 15, 2006

O Sol

Ei dor
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada

Eu fui ali. Ali foi longe demais, mais do que eu queria, mais do que eu poderia ir. Ali foi dor, medo, pena. Foi triste. Foi o que foi e não me arrependo. Cada um faz o que quer com o que recebe. Nós temos todas as respostas...

Ei medo
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada

Eu voltei.

E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou
[Antônio Júlio Nastácia]


sábado, junho 24, 2006

Enchantagem

de tanto não fazer nada
acabo de ser culpado de tudo

esperanças, cheguei
tarde demais como uma lágrima

de tanto fazer tudo
parecer perfeito
você pode ficar louco
ou para todos os efeitos
suspeito
de ser verbo sem sujeito

pense um pouco
beba bastante
depois me conte direito

que aconteça o contrário
custe o que custar
deseja
quem quer que seja
tem calendário de tristezas
celebrar

tanto evitar o inevitável
in vino veritas
me parece
verdade

o pau na vida
o vinagre
vinho suave

pense e te pareça
senão eu te invento por toda a eternidade

[p. leminski]

sexta-feira, junho 23, 2006

Entrelinhas

Com freqüência, repetimos os erros dos outros.
Estou cansada, é verdade, mas me nego a desistir, mesmo sabendo que, talvez, de nada adiante continuar: palavras ao vento, coração apertado e a incerteza de um final feliz.
Um final, por certo. Em breve. Hoje, me nego.
É cuidar que se ganha em se perder, tão contrário a si é o mesmo amor.
Me faz bem, sem querer querendo.



até amanhã eu vou ficar
e fazer do teu sorriso um abrigo

[casa pré-fabricada - los hermanos]

quinta-feira, junho 22, 2006

Presença

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

[Mário Quintana]

segunda-feira, junho 19, 2006

quarta-feira, junho 14, 2006

O barquinho

Dia de luz, festa de sol
E o barquinho a deslizar
No macio azul do mar
Tudo é verão
O amor se faz
Num barquinho pelo mar
Que desliza sem parar
Sem intenção, nossa canção
Vai saindo desse mar
E o sol beija o barco e luz
Dias tão azuis

Volta do mar, desmaia o sol
E o barquinho a deslizar
E a vontade de cantar
Céu tão azul, ilhas do sul
E o barquinho, coração
Deslizando na canção
Tudo isso é paz
Tudo isso traz
Uma calma de verão
E então
O barquinho vai
E a tardinha cai

[Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli]

terça-feira, junho 13, 2006

Aquarela do Brasil

Brasil, meu Brasil brasileiro...
Meu mulato inzoneiro,
Vou cantar-te nos meus versos.
[Ary Barroso]


Não é de hoje essa paixão. Nem de ontem.
Não são os dribles, as jogadas excepcionais, os famigerados pênaltis, que puseram meu coração na boca, antes mesmo de entender o que aquilo tudo realmente significava. É bem mais que isso.
Bem mais do que noventa ou cento e vinte minutos.

É uma vida. Uma história. Um descobrir e redescobrir tudo de bom que este país tem a oferecer e realmente oferece para aqueles que o valorizam.

Não é uma bola, um atraso, uma perda de tempo.

É a representação da alegria que nos leva adiante, da esperança, que nos leva a crer que seremos vitoriosos: dentro e fora de campo. E seremos.

Pelo Brasil, até o fim.
E até onde der, com a Costa do Marfim ;)

sábado, junho 10, 2006

Apenas mais uma de amor

[...]
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

[Lulu Santos e Nelson Motta]