A mulher a meu lado lê sobre a importância do pentateuco.
A linda mesticinha a minha frente me faz querer, mais e mais, que o tempo voe.
As mulheres-meninas-mães discutem sobre o que é melhor para aquelas ruguinhas que ficam em torno dos olhos ou qual deles era o mais bonito ou em qual fase da infância as crianças estão: dos porquês, das perguntas mais "difíceis", da rebeldia.
Por mais longe que pareço estar, presto atenção em mínimos detalhes. E desligo. Desligo de todo e qualquer problema. E penso em quanta saudade me bate nesses momentos. E o quanto é triste saber que é tão complicado. Talvez eu complique demais as coisas: seria tão mais simples esquecer.
segunda-feira, abril 04, 2005
terça-feira, março 29, 2005
Sapatos
Trabalho de Direito.
Prova de Direito.
Aula de Direito.
Pelo menos, eu conheço meus direitos. E rodo a baiana. Se necessário.
Prova de Direito.
Aula de Direito.
Pelo menos, eu conheço meus direitos. E rodo a baiana. Se necessário.
sábado, março 26, 2005
Vinte
Mas com corpinho de 18, né não?!
É isso aí, pessoal. Mais um aninho de vida.
Me dêem parabéns. Desejem felicidades. E não esqueçam da minha Calói.
Saudade de muitos. Que tal "aparecer" nesse dia tão especial?
Obrigada, amigos. À vocês devo tudo o que sou e serei.
É isso aí, pessoal. Mais um aninho de vida.
Me dêem parabéns. Desejem felicidades. E não esqueçam da minha Calói.
Saudade de muitos. Que tal "aparecer" nesse dia tão especial?
Obrigada, amigos. À vocês devo tudo o que sou e serei.
sexta-feira, março 25, 2005
quarta-feira, março 23, 2005
sexta-feira, março 18, 2005
Seguinte
- Eu tenho miopia. Se eu não te reconheci na rua, não foi por querer. (Ou foi. Mas você nunca vai saber).
- Eu não quero perder você. Por que você é todos que tenho.
- Prometo ficar quieta na hora certa.
- Prometo te querer, até o amor cair. Doente. Doente.
- Ai. Caramba.
- Roupas vermelhas soltam tinta. E mancham roupas brancas.
- Homens deveras bonitos chamam a atenção das menininhas.
- Ai. Vou chorar.
- Sono. Muito sono.
- Inferno astral: EU ACREDITO.
- Eu não quero perder você. Por que você é todos que tenho.
- Prometo ficar quieta na hora certa.
- Prometo te querer, até o amor cair. Doente. Doente.
- Ai. Caramba.
- Roupas vermelhas soltam tinta. E mancham roupas brancas.
- Homens deveras bonitos chamam a atenção das menininhas.
- Ai. Vou chorar.
- Sono. Muito sono.
- Inferno astral: EU ACREDITO.
quarta-feira, março 16, 2005
quarta-feira, março 09, 2005
Nova
Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
[Paulo Leminski]
sábado, março 05, 2005
Leviana
- Eu só queria não me confundir tanto. Não querer saber tudo. Não fingir entender.
- "Eu sou o bom entre os dez mais." As finanças não poderiam estar piores.
- Você sempre será.
- Casa nova. Vida nova. Alguns problemas novos. Outros, nem tanto.
- Ai. Que medo.
- É uma menininha. Serei tia de uma menininha.
- Sei que você já não quer meu amor. Sei que você já não gosta de mim. Sei que eu não sou quem você sempre sonhou. Mas vou reconquistar o seu amor todo pra mim.
- Anna Júlia.
- Evite as rugas em 2005.
- E os comentários infelizes também.
- Nhá. Pra resumir: estou bem. Mais ou menos bem. Mas bem do mesmo jeito.
- Saudade.
- "Eu sou o bom entre os dez mais." As finanças não poderiam estar piores.
- Você sempre será.
- Casa nova. Vida nova. Alguns problemas novos. Outros, nem tanto.
- Ai. Que medo.
- É uma menininha. Serei tia de uma menininha.
- Sei que você já não quer meu amor. Sei que você já não gosta de mim. Sei que eu não sou quem você sempre sonhou. Mas vou reconquistar o seu amor todo pra mim.
- Anna Júlia.
- Evite as rugas em 2005.
- E os comentários infelizes também.
- Nhá. Pra resumir: estou bem. Mais ou menos bem. Mas bem do mesmo jeito.
- Saudade.
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Jornada
...I Don't Know Why You Say Goodbye
I say Hello...
Um enorme sorriso, um cumprimento e uma pergunta pra todos aqueles que me ignoram: "Bom dia, tudo bem com você?"
Nada disso muda o que sinto por vocês. E se essa é a intenção, desistam.
I say Hello...
Um enorme sorriso, um cumprimento e uma pergunta pra todos aqueles que me ignoram: "Bom dia, tudo bem com você?"
Nada disso muda o que sinto por vocês. E se essa é a intenção, desistam.
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Trovas de muito amor para um amado senhor
[Hilda Hilst]
Nave
Ave
Moinho
E tudo mais serei
Para que seja leve
Meu passo
Em vosso caminho.
(I)
* * *
Dizeis que tenho vaidades.
E que no vosso entender
Mulheres de pouca idade
Que não se queiram perder
É preciso que não tenham
Tantas e tais veleidades.
Senhor, se a mim me acrescento
Flores e renda, cetins,
Se solto o cabelo ao vento
É bem por vós, não por mim.
Tenho dois olhos contentes
E a boca fresca e rosada.
E a vaidade só consente
Vaidades, se desejada.
E além de vós
Não desejo nada.
(XIII)
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Convicção
Aqui jaz um post completamente indignado, fútil e raivoso.
Nem tudo são flores. Na bem da verdade, nada o é.
Nem tudo são flores. Na bem da verdade, nada o é.
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
Blackbird
Eu desisto. Desisto de tentar entender qualquer coisa. Me peguei pensando em ti, por esses dias... Saudade. Desisto de tentar esquecer certas coisas. Só desejo o teu bem, meu bem. Desisto da resignação, covarde e irracional. Sabia? Desisto de tentar mudar o mundo. Talvez tenha ido longe demais nessa empreitada. Esse é o procedimento, senhor. Só um momento por gentileza. Desisto da precipitação. Taxativo, como sempre. Não adianta insistir. Desisto dessas palavras. E afofo o travesseiro. Boa noite. Boa noite.
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Vai passar
[Francis Hime - Chico Buarque/1984]
Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade
Essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar
Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade
Essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar
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